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DICAS PARA FAZER UM ROTEIRO DE UMA HISTÓRIA EM QUADRINHO




E ae pessoal, tudo ok com vocês?, bem hoje trago para vocês várias dicas como criar um super roteiro para a sua história em quadrinho, então aproveitem. ^^







1) A ESCOLHA DO TEMA:
Para se desenvolver um bom roteiro, deve ter muito cuidado com a escolha do tema, jamais esquecendo que uma das funções básicas de uma história em quadrinhos que é o entretenimento.
Uma vez escolhido o tema, é importante manter-se nele, sempre procurando 

extrair o máximo das idéias e atingir o mais diretamente possível o público-alvo.


Para  história com publico alvo crianças, dê preferência a temas leves como: aventura,escolar dentre outros contudo, fatos do dia a dia, de fácil identificação pelo leitor, embora uma aventura ou uma história de ficção com bastante fantasia, tenha a vantagem de estimular a imaginação do leitor.
Teorias, lendas, fatos reais e históricos também são temas ótimos e sempre atuais para a criação de um roteiro, tanto infantil como juvenil.
Lembre-se que um tema pode ser desenvolvido de várias maneiras, portanto, mesmo usando um tema aparentemente desgastado, pode se obter um bom resultado, bastando apenas dar-lhe " roupagem nova ", procurando usá-lo com originalidade, hoje mais do que nunca, ponto fundamental para o possível sucesso de um roteiro.
Nas histórias infantis, evite violência, sexo, religião, política, discriminação racial, diferenças sociais, defeitos físicos e vícios como: fumo, bebidas, jogos ( corrida de cavalo, baralho, etc. ). Sempre que for desenvolvido um tema onde haja roubo, trapaça ou algo assim, lembre-se de que tudo deve ocorrer de forma mais engraçada possível, tornando o bandido sempre mais ridículo do que ameaçador.
Já nas histórias mais sérias, o bandido deve ser o mais perigoso possível, pois isso ajudará a valorizar a atuação do herói, que fatalmente vencerá no final.



2) DA IDÉIA AO ROTEIRO:
A forma mais comum usada pelos roteristas é a de inicialmente escrever uma sinopse da história imaginada, ( texto corrido, narrando a história, sem diálogos ) e só então, dividi-la em páginas quadrinizadas, descrevendo a ação, ( que o desenhista posteriormente transformará em imagens ) e transformando o texto corrido em diálogos dos personagens.

EXEMPLO:


Cena 1

AÇÃO 

O Homem-Aranha está saltando de um prédio para o outro.
A cena é noturna e ao fundo, sobre um telhado, pode-se ver a silhueta de uma mulher.

TEXTOS
Homem-Aranha- ( pensando ) Preciso achar a Hellen antes que seja tarde!


"Ação": serve apenas como "guia" para o desenhista e o "textos": são os balões própriamente ditos, que aparecerão na história finalizada.
É muito importante ter em mente que o desenho da cena deve sempre complementar o texto, nunca repetí-lo.
Exemplo: " Conan desfere um golpe de espada na gigantesca serpente"... e a cena mostra exatamente o Conan desferindo um golpe de espada na gigantesca serpente. O texto se torna redundante e dispensável. Nesse caso, o aconselhável é optar pela cena muda, enriquecida, se for o caso, por uma onomatopéia.
Se você tem uma certa habilidade para desenhar, poderá substituir a "ação", rascunhando os personagens nas páginas, com seus respectivos textos, como se fosse a história em quadrinhos já pronta ( esses rascunhos servirão de guia para o desenhista que vai "passá-lo a limpo" ).




3) ALGUNS "MACETES" PARA FACILITAR O SEU TRABALHO
Um roteirista tem a obrigação de manter-se sempre atualizado: ir ao cinema, assistir televisão e, sobretudo, ler, ler muito (todo tipo de leitura é importante, pois uma frase, ou até mesmo uma simples palavra, pode sugerir o tema para uma história). Mas isso deve ser feito com muita observação, procurando analisar a forma como tudo foi realizado.
Ao ler um conto, uma história em quadrinhos ou assistir um filme qualquer, procure analisar o seu conteúdo. Esqueça o tema específico e analise apenas a forma como tudo foi desenvolvido.

Experimente pegar uma história e substituir seus valores por outros, mantendo apenas a idéia central e o seu desenvolvimento. Por exemplo: transporte uma história passada no oeste, para o espaço. Este sistema já foi usado várias vezes pelo cinema ( Os Sete Samurais = Sete Homens e um DestinoMatar ou Morrer= Comando Titânio).
Se o seu roteiro só vai ficar interessante lá pelo meio, você pode usar o sistema "flash black", para "capturar" o interesse do leitor logo nas primeiras páginas, ou seja: mostre algo que vai acontecer ao personagem, na seqüência de maior interesse da história e depois vá para o início mostrando como ele chegou àquela situação.
Por exemplo: A história começa com o herói preso numa armadilha, enquanto ele busca um jeito de se saltar, relembra como foi que tudo começou ... aí então, você pode, tranqüilamente, recuar no tempo e contar a história desde o princípio, pois o leitor já estará "capturado" pela curiosidade de saber como o herói foi parar ali. Você pode também começar a história pelo final ( com bastante ação ) de uma outra aventura, do mesmo personagem que você vai utilizar, mostrando do que ele é capaz. Só então comece a nova aventura ... isso deixará o leitor ansioso para ver como o herói atuará dessa vez.
Esse sistema foi utilizado em roteiros para o cinema, nas séries de James Bond e Indiana Jones e até no Batman, onde o herói faz uma rápida aparição logo no começo do filme, só pro público "sentir o gostinho" do que está por vir.
Em resumo: Histórias em quadrinhos, livros, filmes e novelas com histórias que custam a deslanchar, correm o risco de serem "postas de lado" antes de seu deslanche.
O roteiro é bom quando:
Você lê uma história em quadrinhos, virando cada página com interesse no que vai acontecer, assiste a um filme sem sentir a hora passar, vê uma novela e fica aguardando pelo capítulo seguinte, lê um livro, sem conseguir parar.
Isso significa que o autor conseguiu capturar o seu interesse.
                 

4) O BOM USO DO PERSONAGEM

É de extrema importância que o personagem aja sempre da sua forma habitual, portanto, ao escolher aquele que vai utilizar no seu roteiro, é sempre aconselhável "reciclar", lendo algumas histórias suas pois, por mais que você o conheça, poderá esquecer de algum detalhe importante de sua personalidade.



5) AS "GAGS" 
Sempre que possível, procure "temperar" a história com "gags" - aquelas piadas ocasionais que você encotra comumente no decorrer das histórias em quadrinhos infantis (ou nas histórias do Homem-Aranha) e que, apesar de pouco (ou nada) terem a ver com o tema central, ajudam a enriquecer e principalmente a tornar a história mais engraçada.
gag pode ser um simples trocadilho no texto, uma piada visual ou uma seqüência.
Nos temas mais sérios, (aventura, mistério) a gag é fundamental para "quebrar" a seriedade do roteiro, tornando-ao mais agradável. Por exemplo, as histórias do Mickey, sem as gags do Pateta, seriam fatalmente histórias sérias.
Sátiras de romances clássicos ou fatos históricos, nada mais são que os próprios romances ou fatos originais com a soma de gags no decorrer da história.
Veja a importância da gag nos desenhos animados de Tom & Jerry ou do Bip-Bip, o Papa-léguas, por exemplo, o tema central é praticamente o mesmo, mudando apenas as gags.
Nas comédias pastelão o tema central era extremamente simplese era justamente através da sucessão de gags que ele era alongado e enriquecido.
Tal é a importância da gag que nos estúdios de Walt Disney, existem pessoas exclusivamente para criar as gags dos desenhos animados.




6) TORNANDO A LEITURA AGRADÁVEL
É bom lembrar que o texto para funcionar, precisa ser claro, curto, gostoso e, sempre que possível, ter uma dose certa de humor (isso serve pra qualquer tema).
Procure sempre "falar" muito claro, para ser compreendido pelo maior número de pessoas possível, independentemente do público alvo. Evite deixar o roteiro complicado demais, com excesso de elementos, detalhes, etc...
Uma história confusa, que exija certa "ginástica mental", pode ser rejeitada logo de cara pelo leitor.
Evite que a história chegue ao final com necesssidade de grandes explicações . A boa história vai se complicando e se resolvendo no seu desenrolar, com naturalidade, não necessitando mais do que um balão ou uma piada, no final.
O excesso de textos (nos balões) "fecha" o apetite pela leitura, portanto,quando houver necessidade de maior exposição de um assunto, vale aumentar a quantidade de quadrinhos e balões, isso evitará a "poluição visual".




7) O FINAL
Talvez esse seja o ponto que determina o sucesso ou não de um roteiro, portanto tenha sempre em mente que, quanto melhor for a história, melhor ainda terá que ser o seu final.
Procure desenvolver o seu roteiro, reservando para o desfecho algo de grande impacto, que pegue o leitor de surpresa.
Evite problemas fáceis demais para o personagem resolver. Quanto mais difícil o problema, mais criativa será (e terá que ser) a solução. Lembre-se: a história perde totalmente o seu valor quando o leitor consegue adivinhar o seu final. O argumentista tem a obrigação de ser mais inteligente que o leitor.
Mas, como o argumentista vai criar um problema suficientemente complicado, sem correr o risco dele próprio ficar sem solução e acabar criando um final pouco convincente, para não perder a história?
É simples! Partindo do final, ou seja, partindo do mistério já solucionado, do problema já resolvido, do crime desvendado.
Daí, o argumentista vai criar toda a trama que levará àquela solução, e é nesta trama que ele terá de ser hábil, complicando ao máximo a investigação, cercando-a de elementos (de preferência que tenham a ver com o caso), que confundem o leitor, mas sem nunca esquecer de que tudo deverá levar a solução final de forma convincente e sem "furos". Lembre-se : uma história em quadrinhos pode ser lida várias vezes, portanto se houver alguma falha, o leitor acabará por percebê-la comprometendo todo o seu roteiro ... e seu autor.
Em resumo: a solução final nas mãos é um trunfo que o argumentista poderá usar para "brincar" com o leitor, sem correr o risco de decepcioná-lo.
Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, dizia: "Deixem a platéia fazer parte do trabalho. Se vocês explicarem cada coisa, uma a uma , não haverá mistério".
Isto permite que o expectador de seus filmes, se torne um detetive à procura da solução. Com este sistema, pode se obter ótimos resultados também nas histórias em quadrinhos.
Tal é a importância do final de uma história que costuma-se dizer: "O final de uma história em quadrinhos, (principalmente se for a última da revista) poderá determinar se o leitor vai ou não comprar a próxima edição".
O leitor deve fechar a revista satisfeito.



CUIDADO COM O "DEPOIS DO FIM"
Após o caso resolvido, o fato encerrado, evite se prolongar com falas ou cenas,pois elas serão inúteis. Lembre-se, se o interesse do leitor terminou com o final da história, o que vier depois, só vai atrapalhar.
Nisso, Hitchcock também era mestre. Observe o final de seus filmes. 


Fonte:apiq

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